Norte de Goiás

Motocilistas morrem após colisão frontal

Uma das vítimas fatais estava com direito de dirigir suspenso por ser reincidente em casos de embriaguez no trânsito.

O acidente que vitimou Angélica Monik da Silva de 27 anos e Evaldo Silva, 48 anos, aconteceu no início da madrugada de hoje (17), na GO-244, km 55, entre Porangatu ao povoado Estreito.

O comandante do 2º Pelotão Rodoviário Estadual de Santa Tereza de Goiás, 2º sargento Claude, informou que a perícia esteve no local e a causa da colisão frontal entre os dois motociclistas está sendo investigada.

“Nos preocupa muito a quantidade de acidentes que estamos tendo nesse trecho e principalmente nesse período de festividades. Estamos buscando parcerias com os órgãos de fiscalização e reforçando a necessidade de conscientização dos motoristas, instituições e comerciantes”, ponderou o comandante.

Questionado pela nossa reportagem se há indícios de que consumo de bebida alcóolica nesse acidente, o comandante reforçou que apenas os exames realizados poderão confirmar, mas devido à eventos realizados naquela região durante o final de semana, a possibilidade não é descartada.

BEBIDA E DIREÇÃO

Inclusive uma das vítimas, Evaldo, tem histórico de bebida e direção. Em 2015, neste mesmo trecho (Porangatu/Estreito), ele foi acusado de atropela r e fugir sem prestar socorro à ciclista, Luciene Leão Ferreira, que chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos graves ferimentos.

As motos colidiram frontalmente e vitimaram os dois condutores.
As motos colidiram frontalmente e vitimaram os dois condutores. Foto: PRE

Dois dias depois desse acidente, Evaldo se apresentou na subdelegacia de Santa Tereza e foi levado para Estrela do Norte. Mesmo tendo se livrado do flagrante do atropelamento, na época ele ficou preso porque havia contra ele um mandado de prisão em aberto, proveniente do não pagamento de pensão alimentícia.

Em 2018, Evaldo foi abordado na BR-153, no posto da PRF de Porangatu. Depois de realizar o teste de alcoolemia, foi multado e teve seu veículo, uma moto retida. A medição do teste de alcoolemia revelou que ele estava com 0.21 miligramas de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões.

“Ele só não foi preso desta vez porque o mínimo seria 0,34. Nesse caso coube medida administrativa de retenção da motocicleta até ele conseguir outro condutor”, explicou o inspetor Canindé. Por essa infração que é considerada gravíssima, ele foi multado em R$ 2.934,70, perdeu sete ponto na carteira de habilitação. Outro condutor foi acionado para retirar a moto.

Porém, em seu histórico, Evaldo também teve o direito de dirigir suspenso por um ano em 2011 e reincidiu em 2017 também por embriaguez ao volante aliadas a outras infrações. Como era reincidente, desta vez a suspensão era de 5 anos.

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