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Polícia descarta participação de companheira em morte de fazendeiro

Por se tratar de réu preso, as investigações foram concluídas em 10 dias.

Em sua primeira declaração à polícia civil, o vaqueiro Wenderson Tomé Marques de 42 anos afirmou que a companheira de Armando Tomba teria encomenda a morte do fazendeiro. Possibilidade que foi descartada pela delegada Jocelaine Braz.

O crime ocorreu no dia 13 de setembro e o suspeito foi preso em menos de dois dias após o homicídio. (Veja reportagem aqui).

Por se tratar de réu preso, as investigações foram concluídas em 10 dias, na última terça-feira (24). Pelo menos quatro testemunhas foram ouvidas. Segundo a delegada, os vizinhos da vítima afirmaram que a companheira de Tomba sempre era muito atenciosa com ele.

“Nenhuma das testemunhas corroboraram com a declaração do suspeito e disseram que ela era sempre muito prestativa e preocupada e, quando ela viajava, pedia para que ficassem de olho nele devido aos problemas de saúde que ele possuía” explicou a delegada.

No dia do crime, a companheira de Tomba não estava em casa e teria viajado. A delegada ainda afirmou que, conforme as oitivas, ela sempre ficou ao lado de Tomba nos assuntos da família.

O vaqueiro aproveitou que o fazendeiro estava sozinho em casa para cometer o crime. Segundo a polícia civil, Wenderson teria empurrado e enforcado Tomba, mas ele teria morrido pela queda, ao bater a cabeça no chão,  ocasionando, dessa forma, Traumatismo Craniano Encefálico (TCE) na vítima, situação que deve ser confirmada por laudo médico.

Wenderson aguarda decisão da justiça. Foto: 3º BPM.

O principal suspeito de matar o fazendeiro Tomba foi ouvido novamente pela polícia. Ele retificou (corrigiu) as primeiras alegações prestadas e disse em declarações complementares que teve um desacordo com Tomba por uma questão trabalhista.

Os pais de Wenderson foram demitidos e trabalhariam na fazenda até o mês de dezembro deste ano. Por esse motivo, o suspeito pediu demissão e tentou o acordo. “Ele queria fazer um acordo como se tivesse sido mandado embora (sem justa causa) para receber o FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço) e o seguro desemprego, mas o senhor Tomba não aceitou” relatou a delegada.

Depois de finalizada as investigações, Wenderson foi enquadrado pelo crime de homicídio por motivo fútil, em decorrência da discussão. Ele continua preso e aguarda parecer do Ministério Público (MP) e, posterior, decisão judicial sobre o caso.

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