Norte de GoiásPorangatu

Polícia Federal realiza operação Mendacium em Porangatu

O ex-candidato à prefeito, Valdemar Lopes, já preso, é acusado de ser o chefe da quadrilha.

Durante a operação Mendacium realizada na manhã de hoje (15/04) em Porangatu, Edenilton de Paula Cordeiro, foi conduzido pela Polícia Federal, à delegacia de Polícia Civil por posse ilegal de arma de fogo.  De acordo com o delegado regional, André Medeiros, ele foi preso em flagrante no assentamento Irmã Dorothy com uma espingarda e uma pistola com numeração raspada.

Questionado sobre o fato de Edenilton ser suspeito de participação nas investigações que culminaram na operação Mendacium, o delegado disse que não pode afirmar. Já a assessoria de comunicação da Polícia Federal informou que foram cumpridos dois mandados de busca com duas prisões em Porangatu, porém não divulga nomes.

Durante entrevista coletiva com o delegado de Polícia Federal, Marcelo de Carvalho, chefe da Delegacia Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado e com a delegada de Polícia Federal, Sabrina de Freitas soares, responsável pela 1ª e 2ª fase da operação, foi afirmado que os mandados de prisão foram solicitados em virtude de, mesmo após a deflagrada a primeira fase, a quadrilha continuava realizando fraudes.

Na primeira fase em outubro de 2018, foram presos Valdemar Rosa Lopes e seu irmão Sivaldo Rosa Lopes, apontados como chefes da quadrilha. Valdemar Lopes, engenheiro civil, que foi candidato a prefeito em duas eleições em Porangatu continua preso.

Valdemar chegou a receber título de cidadão porangatuense
Valdemar chegou a receber título de cidadão porangatuense. Foto: Reprodução

“Inclusive candidato a deputado estadual, pelo Estado dele, de Goiás. Quando ele foi preso em flagrante, ele iria concorrer às eleições do ano passado, porém por algum acordo ao partido dele, ele desistiu da candidatura e não concorreu. Já o irmão dele (Sivaldo), se apresentou como trabalhador rural, mas não era, na verdade”, explicou Sabrina.

Imagens mostram pessoas realizando saques fraudados.
Imagens mostram pessoas realizando saques fraudados. Foto: Polícia Federal

Ainda segundo a delegada, os dois já têm uma condenação da 3ª Vara Federal pelos mesmos fatos, que é do inquérito de 2012. Além de Porangatu, na região Norte de Goiás, a operação também foi realizada nas cidades de São Paulo/SP, Mauá/SP e Ibicuí/BA. Esta é a segunda fase da operação Mendacium, para desarticular organização criminosa especializada na prática de fraudes diversas para recebimento indevido de seguro-desemprego.

Foram determinados o cumprimento de 21 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 8º Vara Federal de São Paulo/SP, em razão de representação penal feita pela Polícia Federal.

Segundo as informações da Polícia Federal, a investigação começou em outubro de 2017, com base em denúncia de um trabalhador na qual pessoa não identificada estaria recebendo seguro-desemprego em seu nome. Diante da informação prestada, foram identificadas 408 empresas inexistentes de fato, cuja grande parte a organização criminosa havia feito uso para o recebimento fraudulento de benefícios de seguro-desemprego.

Mesmo após prisões na primeira fase, quadrilha continuava agindo
Mesmo após prisões na primeira fase, quadrilha continuava agindo. Foto: Polícia Federal

Na primeira fase da investigação foram cumpridos 4 mandados de busca e apreensão, nas cidades de São Paulo/SP e Taboão da Serra/SP. Após a análise dos materiais apreendidos no escritório do grupo, foi possível identificar membros adicionais, ocupantes dos níveis inicial e intermediário, os quais continuaram em atividade mesmo após as prisões ocorridas na primeira fase da investigação, o que demonstrou a necessidade do cerceamento preventivo de suas liberdades.

O Ministério da Economia apurou que nos anos de 2015/2019 o grupo investigado recebeu mais de R$ 20 milhões em benefícios de seguro-desemprego fraudulentos. Não obstante, com a descoberta do grupo e de suas práticas criminosas, conseguiu-se o bloqueio no valor de R$ 10 milhões, o qual ainda seria auferido pelo grupo em parcelas a vencer do benefício em questão.

Etiquetas

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo
Fechar